terça-feira, 15 de janeiro de 2013

LUÍS VARIARA


"Façamos tudo 'por Cristo, com Cristo e em Cristo'!"

Luís Variara nasceu em Viaregi, na província de Asti, Itália, no dia 15 de janeiro de 1875. Sua família é profundamente cristã. O pai, Pedro, tinha ouvido Dom Bosco falar em 1856 quando viera até o povoado para pregar uma missão. Decidiu, então, levar Luís a Valdocco para que continuasse ali seus estudos.
O Santo morrerá quatro meses mais tarde. Mas o conhecimento que o pequeno Luís teve de Dom Bosco bastou para marcá-lo por toda a vida. Terminado o ginásio, pediu para ser Salesiano. Entrou para o noviciado em 17 de agosto de 1891. Variara estudou filosofia em Valsalice, onde conheceu o Pe. André Beltrami. Muito o impressionou a alegria com que enfrentava sua enfermidade.
Em 1894, o Pe. Miguel Unia, célebre missionário dos leprosos de Agua de Dios, estava em Valsalice para escolher um clérigo que se ocupasse dos jovens leprosos. Entre 188 colegas que tinham a mesma aspiração, fixando o olhar em Variara, disse: “Esse é meu”.
Luís chegou a Agua de Dios no dia 6 de agosto de 1894. O leprosário tinha 2.000 habitantes, dos quais 800 leprosos. Apenas chegou, Luís se tornou a alma dos doentes, de modo especial das crianças. Organizou uma banda musical, animando os doentes com um inesperado clima de festa.
Em 1895 morreu o Pe. Unia. Luís ficou sozinho com o Pe. Rafael Crippa. Em 1898 foi ordenado sacerdote. Imediatamente se revelou um ótimo diretor espiritual. Em 1905 terminou a construção do “Asilo Pe. Unia”, um internato capaz de hospedar até 150 órfãos e leprosos, e de garantir-lhes a aprendizagem de um trabalho e uma futura inserção na sociedade.
Em Agua de Dios, junto às Irmãs da Providência, tinha surgido uma Associação das Filhas de Maria, um grupo de 200 moças. O Pe. Luís era seu confessor. Descobriu no grupo algumas que se sentiam chamadas à vida religiosa. Nasceu assim o ousado projeto – coisa única na Igreja – de um instituto que permitisse aceitar também doentes de lepra. Inspirando-se na espiritualidade do Pe. Beltrami, desenvolveu o carisma salesiano de viver como vítima e fundou a Congregação das Filhas dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, que hoje conta com 600 religiosas.
Essa fundação lhe causou muitos sofrimentos por causa da incompreensão das pessoas e de alguns superiores que, diversas vezes, julgaram oportuno afastá-lo de Agua de Dios. Como Dom Bosco, foi exemplar na obediência. Perante as calúnias, jamais pronunciou palavra. Era crível porque obediente. O Pe. Rua, desde Turim, o encorajava. Morreu em Cucuta, na Colômbia, no dia 1º de fevereiro de 1923, longe de seus queridos doentes, como a obediência tinha determinado. Hoje repousa em Agua de Dios, na capela de suas filhas.

JOÃO PAULO II O DECLAROU VENERÁVEL EM 2 DE ABRIL DE 1993 E BEATIFICOU EM 14 DE ABRIL DE 2002

Ref. Dal Covolo, Enrico e Mocci, Giorgio - Santos na Família Salesiana. Trad. D. Hilário Moser, 2008.

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